O achado de quem leu até o fim
Rocha reclassificada
Os engenheiros de Napoleão, ao redigir os primeiros relatórios sobre a pedra encontrada perto de Roseta, anotaram a rocha como granito negro, nome que passou aos livros e se repetiu por quase dois séculos. Hoje, na ficha oficial da peça, o Museu Britânico identifica o material como granodiorito, rocha ígnea de grão mais fino que o granito comum, usada no Egito antigo em estátuas reais e blocos de construção pensados para durar milênios.
Se você visitar a sala 4 do museu hoje, a legenda ao lado do bloco traz essa classificação atualizada, resultado de exames petrográficos feitos em laboratório sobre amostras da própria peça. A troca de nome não muda a leitura dos hieróglifos de Champollion, mas lembra que até os detalhes físicos de um objeto tão estudado continuam sob revisão científica, décadas depois da primeira descrição francesa.
Fonte: Museu Britânico (ficha de coleção da Pedra de Roseta)